segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Riders on the storm

Poucas coisas temos certeza nessa vida... Mas se você mora em São Paulo pode afirmar com certeza que vai chover no final da tarde. Todo ano nesses primeiros meses é assim. Aquele calor do Ceará a manhã toda, você sai para almoçar quase chorando, pois terá de sair do conforto do ar condicionado do trabalho e encarar o deserto do Saara que vai estar a rua. Quando você volta do almoço de repente parece já ser umas 19:00 esta tudo escuro e cai o mundo em chuva, com isso tem rua alagada, um transito infernal, mas e o seu treino como fica?  Não sei vocês, mas para mim é um castigo fazer treino em esteira e correr na rua é algo impossível, os motoristas parecem entrar em desespero quando chuva e transito se encontram. Como esta chovendo todos os dias tem uma hora que você tem de encarar a chuva e correr. Eu sempre tive muito medo de correr na chuva, já deixei de correr uma prova por conta disso. Minha parte dramática acha que vou escorregar no meio do caminho, quebrar a cara no chão, perder um dente, ter sangue para todo lado. Minha parte fresca não vai querer andar por ai todo molhado, com a roupa grudando no corpo e mostrando que eu pareço muito com o boneco da Michelin. Minha parte filhinho da mamãe diz que eu vou pegar uma gripe/pneumonia de umas duas semanas de cama. Mas como estou agora treinando em grupo, a energia e comprometimento de alguns acabam te servindo de inspiração, e como treinamos em parque sei que seria mais seguro que na rua. Confesso que as primeiras passadas foram bem inseguras, o medo de ver o asfalto na cara. Mas como estava apenas garoando, depois fiquei mais tranqüilo e pude aproveitar mais o barato, tem um momento que você curte de verdade, a umidade do ar, a garoa, é uma corrida diferente, mas também bem prazerosa. Não vou sair todo dia de chuva como um maratonista queniano, mas na chuva e no caos dessa cidade, pelo menos por um dia fui mais forte que a minha melhor desculpa. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário